ENTRE O CÉU E O INFERNO, ESTAVA O EJC.
Um jovem de 20 anos, abandona o vício do álcool. Feliz e lúcido após livrar-se deste mal, é convidado a participar do EJC. Desconfiado não aceita de primeira, mas incentivado por familiares e amigos, resolve fazer a inscrição e é convidado a participar do encontro.
Os pais deste jovem ficam felizes ao saber que o seu filho participará do encontro e passará a viver em uma ambiente sóbrio e solidário. Durante os três dias de encontro, o jovem escuta depoimentos de incentivo ao não uso de drogas, conta a sua história de vida, a vitória contra o álcool, e se transforma na figura de destaque do encontro.
Após o encontro, seus familiares e amigos ficam impressionados com a transformação que o encontro causou no jovem. Ele passa a servir de referência, e faz com que irmãos, primos e amigos sintam o desejo de participar deste maravilhoso encontro.
Meses depois, em uma reunião de círculo ele fica sabendo que o EJC vai realizar um evento. Descobre que neste evento o EJC oferece aos convidados o que representa para ele um passado nebuloso que ele pensava ter se livrado. A CERVEJA.
Mesmo desconfiado resolve ir à festa. Afinal, lá estarão seus amigos do EJC, o que poderia acontecer de mal com ele. Estavam na festa, as mesmas pessoas que lhe mostraram o quanto é importante viver longe das Drogas. Ele só não sabia que para nós, Drogas são a maconha, a cocaína o crack e outras drogas ilícitas. O que tanto lhe fez mal, a bebida alcoólica, tratamos como se fosse um néctar dos deuses.
O jovem começa a ver os outros jovens se esbaldando na “cerva”. Começa a perceber que se trata do momento de maior confraternização entre os jovens do EJC. Escuta a velha desculpa para justificar a venda de cerveja: “Até Jesus bebeu”. Outros diziam: “Se não tiver cerveja não tem lucro. Sem dinheiro não tem encontro. Outros jovens não terão a oportunidade que você teve.”
O jovem aceitou as palavras, e percebeu que tomar uma cervejinha entre os amigos de EJC não era nada. Aquele passado de furtos, brigas com os pais e namoradas, e até acidentes automobilísticos não voltaria. Agora, ele estava bebendo porque Jesus também bebeu. Estava bebendo porque o EJC precisa de dinheiro para realizar o encontro, e sem bebida, os jovens que disse a ele que amam o EJC, não participaria das festas.
O jovem não evitou o primeiro gole, e saiu bêbado da festa. Ao chegar em casa, seus pais não acreditaram que ele tinha ido à festa do EJC. Brigou com seus pais, e disse que eles não atrapalhariam sua felicidade. Agora ele bebia com os filhos de Deus, não teria mais problemas.
A conseqüência desse seu ato, foi que ele se afastou das reuniões do EJC. Não indo as reuniões, ficou de fora do encontro. A solidariedade do EJC, não aceita este tipo de comportamento. Se este jovem não deseja mais viver entre nós, então que seja feita a sua vontade.
Agora, só restou a este jovem seus familiares. O EJC foi um sonho passageiro, seus pais sabem disso e não querem nem ouvir falar em Igreja. Eles não entendem como jovens que proporcionaram ao seu filho por alguns meses o resgate de sua vida, derrubaram toda sua credibilidade em uma só noite.
Graças a Deus não descrevemos um fato verídico. O reducionismo que fizemos do amor, que tem como conseqüência a falta de caridade e o individualismo. Faz com que não aceitemos o fato de que ao mesmo tempo em que oferecemos uma vida próxima de Deus, incentivamos o infernal vício do alcoolismo.
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Como não bebemos, realmente desconhecemos os benefícios que o álcool possa trazer a uma pessoa. Pedimos que os dirigentes do EJC realizem urgentemente um debate sobre o tema.
Que fique claro que não consideramos aqueles que bebem pessoas más, que não merecem participar do EJC. Também temos nossos defeitos, não somos melhores ou piores que ninguém pelo fato de não beber. Só entendemos ser incoerente que o EJC tenha que vender uma droga que tanto faz mal ao mundo, quando temos como nosso principal objetivo, melhorá-lo.
Escrito por Equipe BlogEJC às 14h52
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